Quem pesquisa comprar imóvel na Espanha, quase sempre pesquisa Portugal ao mesmo tempo. Faz sentido: os dois países têm clima parecido, custo de vida menor que o resto da Europa Ocidental, e recebem brasileiros de braços abertos. Esta comparação é direta, sem vender peixe pra nenhum lado.
Publicado em setembro de 2026
Comprar imóvel não dá mais visto em nenhum dos dois países. Em Portugal, o golden visa perdeu a rota imobiliária em outubro de 2023 (Lei 56/2023, o pacote "Mais Habitação"): hoje, nenhuma compra de imóvel (residencial ou comercial, de qualquer valor) qualifica para o programa. Na Espanha, o mesmo aconteceu em abril de 2025 (Lei Orgânica 1/2025). Ou seja: hoje, comprar imóvel em qualquer um dos dois países é só isso, comprar imóvel, sem contrapartida de residência automática.
Em Portugal, desde maio de 2026, quem compra imóvel sem ser residente fiscal paga uma alíquota fixa de IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões) de 7,5%, sem acesso à tabela progressiva que beneficia imóveis de valor mais baixo. Some-se a isso o Imposto do Selo de 0,8% sobre o valor da escritura, cobrado de qualquer comprador. No total, um não residente fica em torno de 8,3% do valor do imóvel.
Na Espanha, ao menos na Comunidade Valenciana (onde a Vertua atua), incide o ITP (Imposto de Transmissões Patrimoniais) de 9% sobre o valor do imóvel (regra geral desde 01/06/2026), subindo para 11% acima de 1.000.000 €. Diferente de Portugal, essa alíquota não muda com a residência fiscal do comprador; existem, sim, reduções (8%, 6%, 4% ou 3%) para perfis específicos, como menores de 35 anos, famílias numerosas ou pessoas com deficiência.
Na prática: 8,3% em Portugal contra 9% na Comunidade Valenciana. A diferença existe, mas não é grande o suficiente pra decidir sozinha entre os dois países.
Na Espanha, residentes fiscais costumam financiar até 90% do valor do imóvel; não residentes ficam geralmente entre 60% e 70%, com prazos mais curtos. Os critérios completos, com exemplos de valores, estão em Comprador residente na Espanha, o que muda no financiamento. Em Portugal, os bancos seguem uma lógica parecida (financiamento mais restrito pra quem não é residente), mas os percentuais variam bastante de instituição pra instituição, então vale sempre simular com mais de uma opção antes de decidir, em qualquer um dos dois países.
Sendo direto: comparando só impostos e financiamento, a diferença entre Espanha e Portugal não é grande o suficiente pra ser o critério principal da sua decisão. O que realmente varia, e varia muito, é o preço do imóvel em si, que depende da região, não do país como um todo. Um apartamento na Costa Blanca pode custar menos que um equivalente no Algarve, ou o contrário, dependendo da cidade, da proximidade da praia e do estado do imóvel.
Quem tenta decidir só pelo "qual país é mais barato" geralmente está fazendo a pergunta errada. As perguntas certas são: em qual região o seu orçamento rende mais, qual estilo de vida você quer, e com quem você vai contar no processo.
Dentro da Espanha, a Comunidade Valenciana (Alicante, Valência e a Costa Blanca) tem um mercado mais em conta do que Madri ou Barcelona, sem abrir mão de praia, clima e boa conexão aérea com o Brasil. É a região onde a Vertua atua, e é aqui que conseguimos de fato acompanhar cada etapa da sua compra de perto. Veja mais no nosso panorama de investir no exterior.
Não, em nenhum dos dois países. Portugal encerrou a rota imobiliária do golden visa em outubro de 2023; a Espanha extinguiu o golden visa por completo em abril de 2025.
Não muito: em torno de 8,3% em Portugal pra não residentes (IMT + Imposto do Selo) contra 9% na Comunidade Valenciana (ITP). A diferença não costuma ser o fator decisivo.
Não. Atuamos especificamente na Comunidade Valenciana, na Espanha. Se você está decidido por Portugal, o caminho certo é buscar uma consultoria especializada lá.
Veja Comprador residente na Espanha, o que muda no financiamento, com exemplos de valores e prazos.
Este conteúdo tem caráter informativo geral e não substitui orientação jurídica ou fiscal personalizada, em nenhum dos dois países. Consulte sempre um profissional local antes de decidir.