Diferente do golden visa, que acabou em 2025, o visto de nômade digital espanhol segue ativo e é hoje uma das rotas de residência mais usadas por quem trabalha remoto pra fora da Espanha. Aqui vai o panorama completo: pra quem serve, quanto precisa ganhar, quanto tempo dura e o que muda no imposto.
Publicado em setembro de 2026
O visto foi criado pela Lei de Startups (Lei 28/2022) e serve pra quem trabalha remotamente pra fora da Espanha: como funcionário de uma empresa estrangeira, ou como autônomo com clientes majoritariamente fora do país. Se você é autônomo, pode ter clientes espanhóis, mas eles não podem representar mais de 20% da sua renda total. É preciso ter vínculo com a empresa ou os clientes há pelo menos 3 meses, e a empresa contratante precisa ter, no mínimo, 1 ano de atividade. Também se pede formação universitária ou mais de 3 anos de experiência comprovada na área.
A renda mínima exigida acompanha o salário mínimo interprofissional (SMI) espanhol e muda todo ano. Em 2026, o valor de referência é 200% do SMI multiplicado por 14 pagamentos, o que dá algo em torno de 34.000 € por ano, ou cerca de 2.850 € por mês. Se você for trazer dependentes, soma-se 75% do SMI pelo primeiro e 25% por cada dependente adicional. Como esse número muda todo ano, confirme sempre o valor vigente antes de organizar sua documentação.
Pedido direto no consulado espanhol no Brasil, o visto costuma sair com validade de 1 ano. Quem já está na Espanha com outro visto pode pedir a autorização diretamente por aqui, com validade de até 3 anos, renovável por períodos de 2 anos enquanto os requisitos continuarem sendo cumpridos. Depois de 5 anos de residência legal contínua na Espanha, é possível pedir a residência permanente. Vale lembrar: pra brasileiros, o prazo geral de naturalização por residência já é reduzido a 2 anos (não os 10 anos padrão), por conta do acordo entre Espanha e países ibero-americanos, mas isso é um caminho à parte, que depende de residência legal contínua, não uma vantagem automática do visto de nômade digital em si.
Quem se muda pra Espanha com esse visto pode pedir o chamado "regime Beckham": uma tributação fixa de 24% sobre a renda do trabalho até 600.000 € por ano, em vez da tabela progressiva normal do IRPF (que pode passar de 40% pra rendas altas). O benefício vale pelo ano de chegada mais 5 anos seguintes. Atenção ao prazo: o pedido precisa ser feito nos primeiros 6 meses depois de você se registrar na Seguridade Social espanhola. Perdendo esse prazo, perde-se o direito ao regime.
O visto em si (a parte jurídica e fiscal) é conduzido pelo nosso advogado parceiro; veja como falar com ele em visto e documentação. A Vertua entra depois: quando você já sabe que vai se mudar e precisa decidir onde morar. Se ainda não escolheu a região, veja nosso panorama das melhores cidades da Costa Blanca antes de procurar imóvel pra alugar ou comprar.
Não. Pode ser funcionário de empresa estrangeira ou autônomo/freelancer, desde que a maior parte da sua renda venha de fora da Espanha.
Sim, mas clientes espanhóis não podem somar mais de 20% da sua renda total.
Em torno de 2.850 € por mês (200% do salário mínimo espanhol × 14 pagamentos), mais um adicional por dependente. Esse valor muda todo ano, então confirme o número atualizado antes de aplicar.
Não. É uma autorização de residência temporária, renovável, que conta como tempo de residência legal caso você decida seguir depois pro caminho da nacionalidade, que, pra brasileiros, tem prazo geral reduzido a 2 anos de residência, à parte do visto em si.
Este conteúdo tem caráter informativo geral, com base na legislação em vigor na data de publicação. Valores de renda mínima e regras fiscais mudam com frequência. Consulte sempre um advogado de imigração antes de decidir.